Piscina de bolinhas - Jung Jaehyun




Acordo e não sinto peso nenhum em cima de mim. Abro os olhos e não vejo nenhuma bagunça pelo meu quarto. Isso tava uma zona ontem à noite, como pode estar tão arrumado?
- Jaehyun? - chamo meu namorado. Me levanto da cama e vou até a pequena sala/cozinha.
- Olha quem acordou. - o mais alto sorriu olhando pelo ombro.
- Que horas são? - pergunto coçando os olhos.
- Nove da manhã. - ele responde fechando mais um lanche. - Tá com fome?
- Faminta. - me sento na mesa o vendo servir. - Você tá acordado faz tempo? - pergunto dando uma mordida no lanche.
- Meia hora eu acho...
- Eu te acordei né? - ele nega. - Então tá... Foi você que arrumou meu quarto? - ele balança a cabeça. - Obrigada amor.
- Aquilo parecia um chiqueiro, se o Taeyong-hyung visse aquilo ia ter um ataque cardíaco.
- Aish... - reviro os olhos.
- Amor, você não esqueceu do aniversário do meu sobrinho hoje né?
- Ah é... Nós vamos mesmo? - ele asssentiu rindo da minha cara de desânimo.
- Vai ser legal, você vai ter uma experiência de como nossos filhos serão.
- Jaehyun querido, quem disse que teremos filhos?
- Eu! Vamos ter dois filhos, um menino e uma menina.
Dei risada de sua carinha sonhadora e o apertei.
- A barriga é minha, quem decide sou eu.
- Menina chata. - ele fez bico.
- Você que é chato amor. E eu tô brincando, é claro que eu quero um mini você e uma mini eu correndo por aí. Imagina como eles serão lindos?
- Bipolar. - ele riu. - Vou tomar banho.
- Tá bom. - continuei sentada e ele me olhou incrédulo, achando que eu o iria acompanhar.
(...)
- Não acredito que você vai me fazer usar esse treco. - me olhei através do espelho reclamando do vestido que ele me fez colocar.
- Você está linda amor.
- Eu tô com cara de anjo. Sua mãe vai achar que eu sou puritana.
- Isso todo mundo sabe que você não é. - ele me abraçou por trás e colou o lábio no meu pescoço, deixando beijos molhados na área. - Uma rapidinha?
- Tá louco? Vamos chegar atrasados. E fora que já demos uma mais cedo.
Ele ri e concorda. Pego minha bolsa em cima da cama e sigo para a sala, guardo o celular e a carteira.
- Vamos Jaehyun! Não quero chegar atrasada. - grito para dentro do quarto.
- Vamos noona. - ele sai guardando o celular no bolso.
- Combinamos que você não ia me chamar assim! Temos meses de diferença.
- Tá bom. - ele beijou meu nariz e eu ri. - Vamos? - ele entrelaçou nossas mãos e saímos do meu apartamento.
O caminho até a casa dos pais dele foi rápido. A residência não era nada espalhafatosa, mas era linda e aconchegante. A frente não estava decorada, mas podíamos ver a decoração no quintal.
- Tem certeza que eu estou bem? - perguntei pela terceira vez depois de termos saído do carro.
- Você está linda! - ele tocou a campainha e sua mãe atendeu de prontidão.
- Jaehyunie! - ela praticamente gritou o abraçando. - Que saudade que eu estava de você meu filho lindo! Vejo que trouxe sua namorada. - ela sorriu para mim.
- Boa noite. - a reverencie.
- Olá querida, entrem, entrem, o Minhyun está perguntando do tio.
O pequeno ao ouvir seu nome veio correndo para os pés do meu namorado. Ele era uma criança fofa, mas um tanto mimada e por isso eu não gostava de ficar muito tempo com ele.
Adentramos a casa e cumprimentamos os convidados e os anfitriões da festa.
- Nós tivemos que alugar aquela piscina de bolinha senão o Minhyun morria. Mas ele ainda não foi lá, quem está aproveitando são os adultos. - a mãe da criança apontou para o brinquedo que estava cheio de adolescentes brincando.
- Amor, quer alguma coisa? - Jaehyun perguntou se colocando atrás de mim.
- Não...
- Vamos lá fora? - assinto e ele me guia até lá. O quintal não era enorme, mas cabia uma cama elástica e uma piscina de bolinhas com uns seis ou sete adolescentes lá dentro.
Nos sentamos em uma cadeira de plástico que estava ali, eu tentava observar tudo sem parecer totalmente curiosa, mas não dava.
Senti as mãos do meu namorado adentrarem meu vestido discretamente, dei risada e ele apenas fez “shiu” com os lábios.
- Jaehyun, alguém vai ver isso e eu vou me sentir desconfortável. - empurrei suas mãos para longe e ele fez bico. - Sabe o que seria legal? Transar naquela piscina de bolinha. - falei encarando o tamanho daquilo.
- Aí todo mundo ia ver, realmente bem legal.
- Podemos tentar... - sorri sapeca.
Algumas crianças saíram do brinquedo e entraram na casa. Eu não tinha ideia de como faríamos aquilo funcionar, mas depois de pensar eu realmente queria fazer aquilo.
- Depois do parabéns, minha mãe vai segurar todo mundo lá dentro por uns vinte a trinta minutos. - ele sussurrou no meu ouvido e eu sorri.
- Tiramos a foto primeiro e viremos correndo? - ele assentiu. - Fechado.
Estávamos tentando segurar nossas mãos, mas estava realmente difícil, além de que mal podíamos nos beijar em total respeito aos pais dele.
- E se alguma criança correr pra fora?
- Eu posso trancar a porta dos fundos aí ninguém chega até aqui.
- Tá... - agora a ideia começou a parecer ridícula e louca.
- Vamos cantar o parabéns! - a cunhada do Jaehyun nos chamou, sorri para ele e nos levantamos.
As crianças estavam aglomerada em cima da mesa do bolo tentando ter uma visão melhor. Eu e Jaehyun ficamos parados um pouco mais para trás, ele me abraçou por trás e bateu palmas no ritmo da música com as minhas mãos. Típico de casal que está junto a pouco tempo, mas nós estamos juntos a quase quatro anos.
- Vamos tirar uma foto com os tios primeiro! - Jaehyun falou me empurrando para trás da mesa do bolo para tirarmos a foto com o aniversariante.
- E aí Jae, quando vocês planejam ter o de vocês? - o irmão do meu namorado questionou antes de tirarmos a foto.
- Logo né amor?
- Ah... Acho que sim. Estamos ensaindo com o dos outros ainda. - sorri mexendo nas mãos do pequeno Minhyun.
- Olhem aqui e falem kimchi! - e a foto foi tirada.
Jaehyun agarrou a minha mão e saiu praticamente correndo.
- Filho, acho melhor vocês ficarem lá fora, a Yeri planejou brincadeiras com as crianças aqui dentro e eu duvido que vocês querem ser babás certo?
- Tudo bem mãe... Estaremos lá fora então.
Nós saímos tão rápido quanto o The Flash, parecia que nossas vidas dependiam disso.
- Os céus estão nos ajudando hoje hein. - Jaehyun sorriu tirando os sapatos, eu fiz o mesmo.
- Não é? Nunca tivemos tanta sorte assim. - entramos no brinquedo e começamos a rir. - Não acredito que vamos transar dentro de uma piscina de bolinhas! - ele sorriu e juntou nossos lábios em um beijo desesperado.
Corri minhas mãos para o seu pescoço, tentando nos aproximar mais. Eu precisava daqueles toques, eu precisava da sua pele colada na minha.
Puxei alguns fios de cabelo e gemi ao sentir seus dedos pressionarem minha intimidade por cima da calcinhas. Seus lábios desceram para o meu pescoço, deixando um chupão na área, gemi novamente sentindo ele afastar o pano que me cobria.
- Pelo amor de Deus... - falei ofegante. - Vai logo.
Ele sorriu e me deu um selinho, tentei ajeitar minhas mãos mas elas afundaram até eu quase cair, a piscina era muito funda.
Jaehyun se livrou da minha calcinhas a rasgando dos lados, o olhei incrédula, como eu iria embora? Ele apenas sorriu e abaixou as próprias calças, deixando seu membro de fora.
Ele me deu um beijo casto nos lábios antes de me penetrar lentamente, mordi os lábios reprimindo os gemidos que queriam escapar. Apertei seus ombros tentando puxa-lo mais para dentro, eu precisava daquilo.
- Jae... - suspirei pesado. - Jae por favor. - pedi pendendo a cabeça para trás.
- O que você quer?
- Mais rápido! - quase gritei, ele sorriu e manteve a velocidade lenta, me torturando.
- Jaehyun! - falei brava. - Pelo amor de Deus! - mexi meu quadril, tentando aumentar a velocidade.
- Amor, tá difícil me segurar sem afundar.
- Aish... - empurrei algumas bolinhas para os lados, diminuindo a profundidade.
- Desesperada. - o mais alto voltou a me beijar ferozmente e aumentou a velocidade.
Mesmo com o beijo, meus gemidos escapavam, e principalmente os suspiros, ele sabia exatamente como me levar à loucura e como me fazer implorar que ele fizesse alguma coisa.
Suas estocadas eram rápidas e fundas, me fazendo sentir espasmos por todo o corpo.
Ele gemia o meu nome e falava coisas obscenas na minha orelha, me fazendo praticamente delirar, aquela voz rouca que aparecia na hora da transa me deixava totalmente molhada.
Ele apertou minha cintura, tentando maior contato das nossas intimidades. Senti meu ventre vibrar e gemi seu nome, ele diminuiu suas estocadas, apertei seus ombros e mordi a boca, me impedindo de gritar.
- Eu vou... - suspirei. - Jae eu... - não completei a frase, meu orgasmo não permitiu.
Meu corpo estava eletrizado, eu estava arrepiada, ele saiu de dentro de mim e continuou se masturbando ali na minha frente até chegar ao seu ápice também.
- Nós somos doidos. - falei rindo.
- E como... - ele pegou a minha calcinha rasgada e limpou as bolinhas sujas de gozo.
- Piscina de bolinhas, check. - falei abaixando meu vestido.
- Segundo round em casa? - ele subiu as calças.
- Por favor!
- Vamos embora? - assenti.
Saímos às pressas do brinquedo, nos despedimos rapidamente e corremos para o meu/nosso apartamento.
Entramos aos beijos desesperados. Sexo em lugares exóticos até que é legal, mas sexo bom mesmo é na cama, tradicional, onde nossos corpos podem se sentir sem limitações ou dificuldades.

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